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terça-feira, 27 de março de 2012

EXTRAIDO DO RAP NACIONAL.COM.BR

Dexter,GOG e Mano Brown celebram a resistência do povo negro durante show

Postado por Paula Farias em 27 de março de 2012 ás 2:29
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No último domingo (25), a zona norte de São Paulo foi palco do encontro entre grandes nomes do rap nacional, Dexter, Gog e Mano Brown cantaram juntos, em comemoração a semana de Hip Hop da capital paulista.

Por volta das 13h a fila já estava formada e a ansiedade pelo show era enorme, mas toda a espera e expectativa valeram a pena porque à tarde de domingo do rap nacional foi emocionante.

O show começou com o desempenho empolgado do oitavo anjo Dexter, acompanhado do Gregory- Total Drama e do Nego Jam, que cantaram grandes sucessos entre eles “Como vai Seu Mundo”, “Conflitos”, “Tô de Volta” e “Destino de um Réu”.

Durante cada música a emoção do Dexter era evidente, é a fúria negra que está mais forte do que nunca.

E quando começou a tocar “Salve-se Quem Puder” foi o convite para o poeta do rap nacional GOG diretamente da Brasília se unir ao espetáculo.

Dexter e Gog no mesmo palco pra alegria do público.

Logo em seguida foi a vez do poeta mostrar mais uma vez que ninguém recebe as honras de poeta por acaso, entre um sucesso e outro Gog foi trocando várias idéias com o público. Reafirmando a importância do povo honrar a negritude tendo atitude quilombola de povo lutador.

Gog que há mais de 30 anos dedica sua vida ao Hip Hop em especial ao rap fez questão de fazer uma alerta. “O rap surgiu para mudar o mundo e agora eles querem mudar o rap”, reforçando a necessidade do rap nacional tomar cuidado com as armadilhas do sistema.

Para completar a mensagem produtiva o poeta, que é capa da revista Rap Nacional desse mês, alertou para o quanto é importante a periferia consumir produtos feitos pela periferia e incentivou aos manos e minas a adquirirem a revista, ajudando a manter em circulação a única revista de rap nacional e ainda lembro grandes escritores da Literatura Marginal como Ferréz, Sérgio Vaz, Sacolinha, Toni C e Alessandro Buzo.

Depois o poeta se despediu do show sobre muitos aplausos digno de um verdadeiro poeta da rima e da consciência revolucionária.

Em seguida continuando o show teve mais Dexter, Gregory–Total Drama e Nego Jam, já aquecendo o palco para receber os próximos convidados.

E foi ao ritmo de “Sou Função” que Mano Brown acompanhado da Família Vida Loka: Lino Crizz, Negredo, RDG e Du Bronx, levaram o público ao delírio.

Mano Brown como sempre esbanjando carinho para com o público fez brincadeiras, troco de óculos com algumas pessoas da plateia e cantou muito ao lado dos manos.

Ritmos dançantes como “Boa Noite São Paulo” e “Mulher elétrica”, embalaram, mas foi ao som de “Jesus Choro”, “Sou 157”, “Vida Loka Parte I”, que o público estremeceu fazendo o chão tremer.

Durante uma música e outra o líder do Racionais MC’S mostrou que continua com a mesma ideologia que o consagrou como um dos maiores rappers do Brasil.

Consciente da luta de classes que há no país Brown afirmou que. “ A revolução se faz nas pequenas coisas, a revolução você tem que fazer dentro da sua casa, no seu quintal longe dos holofotes “.

Pra finalizar Mano Brown disparou. “Enquanto o sistema dorme, as formiguinhas trabalham e nóis somos as formiguinhas trabalhando”.

Ao lado da Família Vida Loka, do Dexter, Gregory- Total Drama, Nego Jam e mais alguns manos da Vila Fundão que estavam no palco, o grande líder do povo negro Malcon X se fez presente estampado em uma camiseta, Dexter e Mano Brown fizeram questão de segurar a camiseta e ergue-lá bem alto.

A homenagem continuou quando o Dexter levanto o braço com o punho cerrado, gesto que o Mano Brown repetiu se espalhando por todo o público e de repente lá estava uma multidão fazendo o gesto que simboliza a luta e resistência do povo negro.

Quando todos pensaram que as emoções tinham acabado, eis que surge o oitavo anjo e pede para abrirem espaço que ele ia descer do palco e fnalizar o show junto com o público, em frações de segundos Dexter já estava no meio do povo.

Esse mesmo povo com os braços estendido ao som de “Vida Loka Parte II” pediu pro Mano Brown descer , e o filho da Dona Ana, simplesmente mergulhou no meio do público e foi recebido com muito carinho.

Mano Brown saiu sem camisa do meio da multidão e ao final do show, junto com Dexter e com o Gog atenderam aos fãs e tiraram fotos.

Esse foi o grande show que São Paulo viveu, mais uma vez o rap nacional demonstrou exemplo de cidadania.

Provando pro sistema que o rap permanece firme e forte , que os grandes nomes do rap nacional continuarão unidos e construindo a história que não se encerra aqui já que o rap nacional não para nunca.

Até a próxima celebração.

Confira algumas fotos :

Texto : Paula Farias

Fotos: Avelino Regicida

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