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quarta-feira, 31 de julho de 2013

EXTRAIDO DA CARTA CAPITAL:

Manifestação

O Black Bloc e a resposta à violência policial

O Black Bloc não é uma organização e sim uma forma de protesto estética baseada na depredação dos símbolos do estado e do capitalismo
por André Takahashi — publicado 31/07/2013 09:21, última modificação 31/07/2013 09:21
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NELSON ALMEIDA / AFP PHOTO
black bloc sp
Manifestantes durante ação, na terça-feira 30, contra concessionária de carros de luxo em São Paulo
Durante o mês de junho as manifestações massivas contra o aumento das tarifas fizeram emergir novas dinâmicas no cenário político brasileiro, uma renovação da organização social que questiona os limites legais do status quo. A inovação e o choque desse outono de 2013 aconteceram porque a desobediência civil - tática histórica de movimentos contestatórios - teve uma aceitação popular jamais vista no Brasil desde a proclamação da república (sempre é bom lembrar que a proclamação da república foi uma quebra da institucionalidade).
Surgiram alternativas de luta, cada qual com suas táticas. A ação direta não violenta das multidões veio em Porto Alegre no levante contra o aumento das tarifas, reforçado pelo Movimento Passe Livre (MPL) de São Paulo. Foram bloqueios de vias, abertura de catracas, escrachos (denúncia públicas de pessoas acusadas de violações de direitos, como ex-agentes da ditadura) e ocupações de prédios públicos.
São ações questionadoras da ordem que, em muitas ocasiões, despertam resposta violenta da polícia e tentativas de criminalização por parte da grande mídia. Ao mesmo tempo, essas ações se colocam diretamente contra o Estado e os efeitos da exclusão econômica, partindo sem intermediários para a disputa do modelo de sociedade.
Black Bloc. Paralelo a essa estratégia - e independente do MPL e congêneres - se manifestou nesse período a tática do Black Bloc, em grande parte como resposta à violência policial. O Black Bloc é composto por pequenos grupos de afinidade, muitas vezes feitos na hora, que atuam de forma independente dentro das manifestações. Mas, ao contrário do MPL, o Black Bloc não é uma organização ou coletivo e sim uma ideia, uma tática de autodefesa contra a violência policial, além de forma de protesto estética baseada na depredação dos símbolos do estado e do capitalismo. A dinâmica Black Bloc lembra mais uma rede descentralizada como o Anonymous do que um movimento orgânico e coeso.
Utilizada primeiramente pelos movimentos autonomistas da Itália e da Alemanha, é muito presente na Europa e EUA, e mais recentemente nos países árabes, mas nunca havia encontrado condições para se desenvolver em solo brasileiro.
O primeiro sinal de propaganda Black Bloc no país ocorreu no início dos anos 2000, durante o surgimento do movimento anticapitalista global (antiglobalização), mas foi descartado pelos ativistas autônomos da época por avaliarem a ação direta não violenta, manifestada principalmente nos protestos contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), estrategicamente melhor para o cenário brasileiro. Anos depois essa opção pela ação direta não violenta combinada com trabalho de base, organização horizontal e uso intensivo da internet influenciou a criação do MPL e outros movimentos autônomos, como a Bicicletada, o Centro de Mídia Independente e o Rizoma de Rádios Livres.
No entanto, a ideia do Black Bloc nunca morreu, manifestando-se em escala menor e de forma bem isolada em manifestações anteriores. Nada muito significativo ou mesmo duradouro, sendo impulsionado por elementos anônimos que não deram continuidade à sua atuação. Mas a ideia estava lá, sempre lá, e na primeira oportunidade se manifestava em algum canto do País, geralmente como recurso para a autodefesa.
Violência policial e autodefesa. Em junho o cenário de manifestações criou um ambiente favorável para o florescimento do Black Bloc brasileiro na sua forma de autodefesa. Em diversas capitais as mobilizações extrapolaram a capacidade organizativa dos grupos e movimentos que as desencadearam, criando movimentos multicêntricos onde cabem diversas estratégias, táticas e narrativas mobilizadoras. Como na maioria das cidades esse crescimento veio pela solidariedade popular pós-repressão, é coerente afirmar que a violência policial foi o fermento da indignação que levou a população às ruas no auge das jornadas de junho; e serviu como justificativa moral, segundo seus defensores, para a disseminação descentralizada da tática Black Bloc.
Reações de autodefesa começaram a surgir no meio da massa de manifestantes, de forma cada vez mais organizada. No Rio de Janeiro, devido à intensidade da repressão e às condições geográficas e sociais da cidade, que aproximam bairro e favela, jovem de classe média e jovem da periferia, a intensidade da repressão policial e da resposta dos manifestantes foi maior.
Apoio aos irmãos cariocas. Recentemente, na sexta-feira 26 de julho, houve um ato na avenida Paulista denominado "Ato em apoio aos irmãos cariocas versão sem pelegos". Esse ato pode ser considerado um ponto de virada na narrativa do Black Bloc brasileiro. Pela primeira vez a ideia e a tática se manifestaram em sua plenitude na forma da manifestação direcionada para a destruição de propriedades privadas e públicas. Cerca de 300 pessoas percorreram o trajeto do Masp até a 23 de Maio destruindo bancos, bases policiais e veículos da mídia hegemônica. A polícia acompanhou a movimentação de longe, alegando esperar o reforço da Força Tática para iniciar a dispersão do ato.
Na terça-feira 30, o ato chamado pelo Facebook, reuniu manifestantes contrários ao governador paulista, Geraldo Alckmin, e ao governo de Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro. Alguns manifestantes picharam paredes, quebraram o vidro de uma concessionária e de agências bancárias na região. A Força Tática e a tropa de Choque da Polícia Militar seguiram atrás dos manifestantes.
A retomada da polícia já havia sido prometida na página da Secretaria de Segurança Pública na internet, com o órgão dizendo que a PM agiria “com a energia necessária para evitar atos criminosos,” após agências bancárias e bases policiais terem sido danificadas na avenida Paulista na última sexta-feira. Com a ação de 220 oficiais, segundo a própria corporação, foram detidos 20 manifestantes. Destes, cinco ainda continuam presos por suspeita de formação de quadrilha, resistência à prisão, desacato e dano ao patrimônio público.
Os protestos recentes e especificamente as manifestações Black Bloc têm sido usados como pretexto para pautar soluções repressoras. A mídia tem feito o trabalho de recortar as imagens de depredação e confronto sem o mínimo de contextualização, imprimindo a narrativa que melhor lhe convém, e muitas vezes criminalizando pessoas não envolvidas nos confrontos. Do outro lado, iniciativas midialivristas e os demais veículos de esquerda têm trazido outros pontos de vista sobre a questão, forçando uma pequena mudança na linha editorial dos meios hegemônicos como demonstrou o caso do ativista carioca Bruno, incriminado injustamente de ter atirado molotovs na polícia.
Vale nos questionarmos como o Black Bloc vai impactar na disputa de imaginário da sociedade e como o estado e os demais movimentos vão lidar com essa novidade política. Com a expansão dessa tática será possível realizar novas ações diretas não violentas de multidão, convocadas pela internet, sem essas terminarem, necessariamente, em confronto físico?
Como diferenciar o Black Bloc do agente provocador infiltrado, que está na manifestação apenas para criar fatos que justifiquem a repressão? A suspeita sobre os P2 levanta outra questão: até que ponto a violência por parte dos manifestantes serve aos interesses de determinado governo?
Cada caso é um caso, e só nos resta avaliar cada conjuntura com lucidez, a fim de que não sejamos levados a tomar opinião direcionados por interesses ocultos. Formação política, clareza dos objetivos e capacidade de análise de conjuntura serão dos fatores determinantes para o futuro da ação direta urbana no Brasil, seja ela violenta ou não violenta.

AOS FÃS E OUVINTES DO BLACK TOTAL:

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GRAVADO NO WBSL STUDIO

LOCUÇÃO E SELEÇÃO MUSICAL - WAGUINHO

PRODUÇÃO: WAGUINHO

EXTRAIDO DO RAPNACIONAL.COM.BR 5:

Ao mestre, musicalmente, com carinho…

Postado por em 31 de julho de 2013 ás 1:10
Por Jéssica Balbino
Inquérito assina a trilha sonora do filme Triunfo, que conta a história do hip-hop no Brasil e homenageia Nelson Triunfo
Quando fez a poesia “Ao mestre com carinho” para o dançarino e precursor do hip-hop no Brasil, Nelson Triunfo,  Renan Inquérito não imaginava que assinaria, junto com Pop Black (Black Beats) e Dj Duh (Groove Art´s) a trilha sonora do filme Triunfo, com lançamento previsto ainda para este ano.
O longa que conta a história da black music no Brasil, passeia pelos bailes da década de 1980 e chega até os passos sincopados do homem de quase dois metros de altura e que mudou o curso da cultura nacional ao incorporar a dança característica do hip-hop aos bailes em São Paulo (SP).
Mas, contar essa trajetória não seria possível sem a ambientação e o resgate musical da época. E este desafio ficou por conta do Inquérito, que assina 19 faixas da trilha, quatro delas com letra e vocais, inclusive a ‘Hip-Hop Não Para’, parte do álbum Mudança, lançado em 2010. “Quando foi chamado para participar do filme, foi para dar um depoimento, mas recitei a poesia que está no livro #PoucasPalavras e a produtora  Canal Aberto gostou. A partir daí , fiz duas músicas e em seguida nos chamaram para fazer a trilha toda”, contou Renan Inquérito.

TRIUNFO
Para ele, fazer parte do filme e assinar a trilha sonora é motivo de honra. “Fomos privilegiados de alguma forma e o universo conspirou para que fizéssemos essa trilha. O processo todo foi muito ao acaso, muito louco. Mesmo nunca tendo feito uma trilha de filme, topamos o desafio, fomos para cima e fizemos. O desafio nos motivo e a responsa também”, conta.
Todo o trabalho levou um ano para ser finalizado e segundo DJ Duh, o desafio foi encontrar sonoridades semelhantes as da época em que se passa a história real do soul no Brasil. “Em cada trilha tentei usar algo que remetesse ao tempo e ao resgate histórico. A dificuldade foi encontrar este equilíbrio, já que são conceitos diferentes em termos de mixagem e masterizações daquela época e de hoje”, comenta o DJ.
De acordo com ele, a pesquisa foi fundamental para trabalhar estas diferenças. “Os graves não eram tão ‘gordos’ como os atuais, mas tinham uma boa definição e os agudos eram um pouco mais opacos, ou seja, não tão brilhantes quanto os atuais. Resumindo, os padrões não eram tão hi-fi quanto  os de hoje”, completa.
Assim, o público pode esperar o longa que traz o clima dos bailes como o coletivo Chic Show, a história de Nelson Triunfo e o momento em que ela se funde com a cultura urbana e o hip-hop em São Paulo. Entre as participações no filme estão Thaíde, Carlinhos de Jesus, Os Gêmeos, Sandra de Sá, entre outros, que relatam a importância do dançarino para o Brasil.
“O filme é algo nunca visto ou feito antes em termos de qualidade do hip-hop brasileiro. É algo que vai materializar toda uma história, tendo como fio condutor o Nelson Triunfo, então é uma homenagem tanto ao hip-hop como ao Nelson, um dos ativistas vivos e o mais louco é isso: fazer esta homenagem em vida”, finaliza Renan Inquérito.

EXTRAIDO DO RAPNACIONAL.COM.BR 4

Emicida lança música com participação de Pitty

Postado por em 30 de julho de 2013 ás 16:58
Com produção de Felipe Vassão e participação especial de Pitty, Emicida lança a música “Hoje Cedo”.
A música fará parte do primeiro álbum oficial do EMICIDA, que já esta pronto e deve ser lançado em Agosto.
A letra pesada na levada rápida e forte de EMICIDA em “Hoje Cedo” contrasta com a melodia e carisma no refrão da roqueira Pitty.
“Eu curto é som pesado, seja no rap, no rock, a onda é bater forte na gente. Quando o Emicida e o Fioti me mandaram o som pela primeira vez foi foda e também porque me identifiquei absurdamente com a letra, é daquele jeito mesmo.” comenta Pitty.
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CORUJA:


CONVITE:


EXTRAIDO DO RAPNACIONAL.COM.BR³:

Emicida é o personagem da nova história em quadrinhos do Portal RAP NACIONAL

Postado por em 31 de julho de 2013 ás 0:08
As histórias em quadrinhos do Portal RAP NACIONAL estão de volta!
Depois que completamos 1 ano de HQ’s do Portal RAP NACIONAL, demos um tempo, mas agora Fábio Torres volta a rabiscar as histórias em quadrinhos mensais do RAP NACIONAL.
E a mais nova, a edição 14 traz EMICIDA participando da batalha da Santa Cruz, se liga, para ler a HQ basta clicar nas páginas abaixo. Para ler as edições anteriores, é só acessar o nosso link HQ no topo do Portal Rap Nacional.
Se deseja ver outros desenhos do nosso ilustrador Fábio Torres e mais informações, clique aqui e acesse a página dele no facebook:

EXTRAIDO DO RAPNACIONAL.COM.BR²:

Túlio Dek lança videoclipe com participação de Helião, Ice Blue e Ronaldo

Postado por em 30 de julho de 2013 ás 17:47
No último domingo (28), o rapper Tulio Deck lançou no programa Fantástico, da rede Globo, o videoclipe da música”Estilo Gangster”.
A música conta com participação de Helião do RZO e Ice Blue do Racionais Mc’s, já o vídeo contou com a presença de diversas personalidades, tais como o jogador Ronaldo “Fenômeno”, DBS, Edi Rock, Thaíde, Rappin Hood, além de outros artistas e integrantes da gravadora “Bagua Records”.
Estilo Gangstar é o primeiro single do novo disco de Tulio Dek, que sairá em breve. A música foi produzida por Dj Cuca e o vídeo tem a direção de Alex Miranda.
Assista, comente e compartilhe:

CONVITE:


BONS TEMPOS - JOVEM CAPITAL FM


EXTRAIDO DO RAPNACIONAL.COM.BR (EDI ROCK)

Confira a cobertura do show de Edi Rock & Convidados em Porto Alegre

Postado por em 30 de julho de 2013 ás 16:25
Por: Aline Jechow
A grande celebração do RAP em Porto Alegre, nem o frio espantou os fãs deste que é uma das lendas do movimento Nacional. Apresentando seu novo disco solo “Contra Nós Ninguém Será” Edi Rock veio para esquentar a noite junto com nomes de peso como Dexter, DBS entre outros que foram participação mais do que especial.
Fazia 6 graus na capital quando casa abriu perto das 23 horas, no inicio estava meio vazia, mas quando o DJ assumiu a noite começou a surgir povo de tudo que era canto!
Com a casa lotada e anciosa, Edi Rock subiu no palco próximo das duas horas da manha, trazendo muito entusiasmo e energia o mano é saudado com gritos, palmas, assobios e ao reconhecerem a musica, todo mundo ja saiu cantando.
Dai em diante a noite só esquentou, pois começam a aparecer as participações especiais:    Mano Brown, Ice Blue, Dexter, Helião, DBS, Tulio Deck, Dom Pixote e Nego Jam.
Mas a casa quase foi a abaixo mesmo quando a presença de Mano Brow.
Apos muito som novo mesclado com antigos, o ponto alto da noite foi deixao para o fim pois o show foi chegando ao fim com Nego Drama mas ainda rolam mais alguns sons . Todo mundo em familia curtindo o show!
Apos o final do show os manos atenderam a todos que ficaram para tirar uma foto e ou pegar um “rabisco” no camarim.
Fiquem ligados as próximas coberturas de Porto Alegre vão estar demais!